Muitas empresas (ao menos fora do Brasil) já perceberam como é importante repensar a função do seu website no contexto atual da web 2.0. Não vamos esmiuçar o assunto, mas basta dizer que sites estáticos, aqueles “cartões de visita” na internet, são coisa do passado. Claro que muitos webdesigners ainda vão vender sites assim, assim como há empresas com pés rigidamente fincados no passado que querem sites assim. Mas quem quer um site para auxiliar na relação com o cliente, seja na venda, em branding, marketing, pós-venda e assistência técnica, precisa de outro tipo de site.

O problema com um site que permite atualizações frequentes, gerenciamento de contas de múltiplos usuários com privilégios diferenciados, e um sistema de gerenciamento de conteúdo com programação complexa, é que eles em geral são muito caros, muito mais caros que um site que não oferece nada disso.

Há uma saída?

Sites como este, por exemplo, são muito, mas muito mais baratos para criar, configurar, manter e hospedar. Por que, então, eles são tão pouco usados por pequenas empresas? Um dos motivos, a nosso ver, é que há um hiato entre os avanços da internet contemporânea, cujo domínio exige um bom conhecimento técnico, além de domínio do inglês (língua dominante da internet), e o webdesign brasileiro, muito centrado ainda na estética, na “originalidade”, na aparência, e não naquilo que os clientes querem.

Outro problema é que a maior parte dos pequenos empresários ainda não vê a internet como um investimento barato em marketing e relacionamento com o cliente, mas como um custo “necessário”. Não é culpa deles, pois é dever de quem projeta sites explicar ao cliente o que seu produto pode fazer por ele. Mas é também responsabilidade de quem contrata um projeto de site explicar com clareza o propósito do site, ou seja, como ele se encaixa em sua estrtégia de comunicação e marketing. Iste, é claro, se houver uma. Este é outro calcanhar de aquiles das empresas. Há uma visão errônea de que é muito caro investir em marketing, comunicação e gestão de recursos humanos. Mas não há muito futuro para quem continua a pensar assim.

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